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Fundamental para a política de mudanças
climáticas do Presidente Bush é a necessidade de
atividades internacionais, incluindo os
investimentos em projetos que produzam reduções
significativas nas emissões de gases
responsáveis pelo efeito estufa (Greenhouse Gas-
GHG). A International Utility Efficiency
Partnerships, Inc. (IUEP) apóia projetos
internacionais de redução de gases GHG e tem
financiado, através de financiamentos oriundos
do setor privado e do Departamento de Energia
dos EUA (DOE – Department of Energy), um total
de 23 projetos, em 15 países distribuídos pela
América Latina, Ásia, Europa Oriental e África,
de 1995 até 2002. O montante total financiado de
US$ 4,56 milhões tem o potencial de alavancar,
aproximadamente, US$ 1,18 bilhões em custos
totais de investimentos dos projetos. Atualmente,
o programa da IUEP é responsável por mais de 200
milhões de toneladas métricas de dióxido de
carbono equivalente (MmtCO2E), dos quais 67,2
milhões são atribuídos a projetos já finalizados
e 142,0 MmtCO2E são atribuídos a projetos
atualmente em desenvolvimento.
Através do Programa IPP a IUEP continuará a:
-
identificar oportunidades internacionais de
desenvolvimento de projetos de energia, em
suporte aos mecanismos voluntários de base
de mercado, visando reduzir a intensidade de
gases de efeito estufa (GHG), diminuir o
crescimento das emissões de GHG e participar
das metas de redução de GHG da Administração
Bush, de maneira eficaz e economicamente
viável; e
-
prover mecanismos para que a indústria de
geração de energia dos EUA possa manter o
seu papel de liderança nos esforços
internacionais de redução de GHG, os quais
irão suportar, através do desenvolvimento de
projetos específicos, os objetivos de
relacionamentos bilaterais almejados pelo
governo dos EUA.
Quando
o Presidente Bush anunciou a ampla política de
mudanças climáticas de sua administração, em
discursos em 11 de junho de 2001 e 14 de
fevereiro de 2002, os acionistas da indústria de
geração de energia elétrica dos EUA aceitaram os
desafios de apoiar as metas da política
ambiental do governo Bush de redução da
intensidade de emissões dos gases de efeito
estufa (GHG); de fortalecer as organizações
institucionais que já possuíam enfoque nas
reduções de GHG; e de trabalhar em conjunto com
outras nações no desenvolvimento de uma resposta
mundial eficiente e de impacto sobre as emissões
atmosféricas de GHG. Esta última meta inclui a
expansão de cooperações bilaterais, que
reconhecem a importância crucial de participação
de países chaves em qualquer resposta global
eficaz de mudança climática. A indústria de
geração energia elétrica abraçou estas metas e
está propondo um programa complementar dentro do
escopo desses três objetivos: (1) quaisquer
ações a serem tomadas deverão ser voluntárias;
(2) essas ações devem reconhecer as restrições
orçamentárias do governo federal, serem pautadas
em custos eficazes e devem contemplar, quando
possível, um maior número de investimentos
privados; e (3) essas ações devem resultar em
reduções de GHG que sejam mesuráveis e
reportadas de acordo com as leis americanas.
Dentro dessa estrutura, a indústria de geração
de energia elétrica está propondo uma estratégia
internacional mais eficaz, baseada no sucesso
dos atuais projetos internacionais de reduções
de emissões de GHG, para contribuir para a
realização das metas estabelecidas pelo
Presidente Bush.
Especificamente, as metas do programa IPP são:
(1) identificar oportunidades internacionais de
desenvolvimento de projetos de energia, visando
apoiar mecanismos voluntários de base de mercado,
a custos eficazes, para reduzir o crescimento de
emissões de gases causadores de efeito estufa (GHG);
(2) demonstrar o comprometimento dos acionistas/proprietários
das empresas de utilidade pública de energia
elétrica com as abordagens voluntárias em
relação às questões climáticas no mundo; (3)
fornecer à indústria de geração de energia dos
EUA, mecanismos para que esta possa manter o seu
papel de liderança nos esforços internacionais
de redução de GHG, que irão dar suporte, através
do desenvolvimento de projetos específicos, às
metas de relacionamentos bilaterais assumidas
pelo governo dos EUA; e (4) desenvolver
parcerias com organizações domésticas e
internacionais do setor público e privado,
estabelecendo conexões com o programa das
empresas afiliadas e com os programas
desenvolvidos pela IUEP.
A
Administração Bush identificou um número de
países que, em conjunto com os Estados Unidos,
são responsáveis por mais de 75 por cento do
total de emissões de dióxido de carbono no mundo,
advindos do consumo e da queima de combustíveis
fósseis. A indústria de geração de energia
americana deu poderes à
IPP initiative (Iniciativa IPP) para
comandar o apoio no fortalecimento da
Administração Bush com relação aos focos
bilaterais de cooperação de mudanças climáticas.
Este apoio da IPP irá facilitar os investimentos
e a disponibilização de novas fontes de energia
que irão reduzir o crescimento das emissões de
GHG, enquanto serão construídas alianças para se
alcançar abordagens mais práticas e eficientes
para as mudanças climáticas. A Administração
Bush está buscando melhorar a cooperação com o
Japão, a União Européia, Itália, Austrália,
Canadá, os sete países da América Central,
China, Índia, Coréia e Brasil.
A IPP busca fortalecer a cooperação e os
investimentos em energia limpa entre os EUA e os
países em desenvolvimento. Esta iniciativa visa
apoiar a estratégia climática da Administração
Bush de cooperação internacional baseada em
relações bilaterais.
Esta participação inclui esforços em curto e
longo prazos. Em curto prazo, visa a redução da
intensidade de GHG e a diminuição do crescimento
das emissões de GHG e em longo prazo, visa a
implantação de condições para futuras
cooperações. Significa também, trabalhar de mãos
dadas com as companhias de desenvolvimento de
energia, em ambos países, industrializados e em
desenvolvimento, visando estimular este tipo de
participação.
A IPP
entende que para os EUA atingirem as metas
estabelecidas no discurso do Presidente Bush, de
14 de fevereiro de 2002, sobre as mudanças
climáticas – de reduzir, em 18 por cento, a
intensidade de GHG nos EUA, nos próximos dez
anos – é imprescindível o estabelecimento de
cooperação internacional que irá facilitar
investimentos em projetos que produzam reduções
mesuráveis e significativas nas emissões de GHG.
A iniciativa IPP reconhece que será necessária
uma série de relacionamentos bilaterais, para
uma resposta mundial eficiente nas mudanças
climáticas e, nesse sentido, a IPP irá encorajar
organizações a participarem de seu processo de
desenvolvimento de projetos, a fim de que novas
parcerias e investimentos bilaterais privados
possam surgir a partir desse esforço. A IPP irá
trabalhar de mãos dadas com outros países alvos
- desenvolvidos e em desenvolvimento - e suas
indústrias privadas, no sentido de encorajar
esse tipo de participação.
Através de suas parcerias e de suas atividades
de desenvolvimento, a IPP irá identificar
projetos de energia nos países em
desenvolvimento, que possam estimular o
crescimento econômico dos EUA e também destes
países. Esses projetos utilizam métodos que
incluem programas de base de mercado amplos, bem
como a produção de energia nova e limpa e de
tecnologias de controle de poluição. A
transferência de tecnologia de energia limpa é
um dos principais elementos para ajudar os EUA a
alcançarem suas metas de redução de GHG. A IPP
está comprometida na identificação e obtenção de
financiamentos para projetos que promovam o uso
de energia renovável e de tecnologia de energia
limpa, dentre outros. A IUEP acredita que a
tecnologia existente ainda não foi explorada até
sua capacidade máxima e que existe um grande
número de processos, equipamentos e práticas que
podem utilizar energia de uma maneira mais
eficiente.
A IPP continuará, através dos esforços
anteriores da indústria de energia elétrica, a
promover, gerenciar e a registrar projetos
internacionais que possuam potencial para
reduzir as emissões de GHG. Com um modesto
investimento do governo federal americano, a IPP
acredita que ao promover projetos específicos de
desenvolvimento de energia, ela poderá ajudar o
governo dos EUA a alcançar reduções
significantes de GHG, de acordo com as recém
relações bilaterais iniciadas.
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